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Hino do Município - Lei nº 839, de 28 de Junho de 2017.

ORGULHO DE SER CRISTIANENSE

Letra: Pe. José Antonio de Oliveira / Música: Antonio Carlos Costa Vieira

 

Entre montanhas e campos das Vertentes,

Onde a Estrada Real o tempo esconde,

Emoldurada por matas e nascentes,

Surge a beleza de Cristiano Otoni.

 

Em nosso peito guardamos a memória,

Mas nossos olhos apontam para a frente;

Gravando alegres nas páginas da história

O nosso orgulho de ser Cristianenses.

 

Em São Caetano, onde tudo se inicia,

No Engenho Velho - saudades e sabores,

Ou na Capela da Santa que nos Guia:

Histórias mil no Museu Amália Flores.

 

Um homem sábio, ousado e corajoso,

“Pai das estradas de ferro do Brasil”,

Inaugurou nestas terras tempo novo,

E em nossa história seu nome imprimiu.

  

Na Estação, dos encontros e partidas,

Onde esperanças brincavam de esconder,

A Caixa d’água, tão rara, nos convida

A saciar nossa sede de viver.

 

Tua riqueza maior é o teu povo;

Com sua fé, a cultura e sua arte,

Que salvaguarda o antigo e faz o novo

E que te faz ser querida em toda parte.

 

Contextualização da Letra do Hino de Cristiano Otoni

Texto do autor da letra do Hino Oficial do Município, Pe. José Antonio de Oliveira

O Município de Cristiano Otoni é um divisor de águas. Isso explica bem o nome da sua região: Campo das Vertentes. Aqui nasce o rio Paraobepa, que alimenta a Bacia do São Francisco, rio que deságua no Nordeste. As águas que nascem do outro lado da estrada de Santana dos Montes vão para o rio Piranga, da Bacia do Rio Doce, que deságua no Sudeste, no Espírito Santo. E as nascentes que ficam a Oeste, nas divisas com Carandaí e Casa Grande, vão para o rio das Mortes, que engrossa a Bacia do rio Grande, que deságua no Sul. Suas várias nascentes e suas matas ainda preservadas formam uma bela moldura para nossa bela Cristiano Otoni.

Por aqui passa também a famosa Estrada Real, que foi de capital importância para a integração nacional e se apresenta como uma preciosa atração turística. Alguns trechos estão em pleno funcionamento. Outros foram engolidos pelo progresso ou escondidos pelo tempo.

Nossa história começou quando os desbravadores desses sertões aqui se instalaram e fundaram três arraiais de grande importância histórica: São Caetano (em nosso Município), Santo Amaro (hoje Queluzito) e São Gonçalo.

O Engenho Velho também é histórico. No Livro de Tombo de Queluzito há referências de longa data sobre celebrações e festas naquele local. Ficaram ali as lembranças e os sabores da rapadura, do melado, do bom tempero da comida mineira, até hoje. Juntamente com a Fazenda da Pedra, são marcas dos nossos primórdios.

Na cidade, uma das referências é a capela de Nossa Senhora da Guia, primeira padroeira da Paróquia.

Estas histórias e muitas outras estão registradas no Museu Amália Flores, homenagem a uma professora do Município.

O nome do município é também homenagem a um homem que marcou a história do Brasil, sendo considerado o “Pai das estradas de ferro do Brasil”. Engenheiro, inteligente e ousado, contribuiu muito com a integração desta região com o restante do Brasil, sobretudo com a capital federal na época.

E, por falar em estrada de ferro, uma das principais atrações de Cristiano é a Estação. Simpática e bem preservada, conserva a lembrança dos tempos em que o trem era praticamente o meio de transporte para grandes distâncias. Lugar de encontros e partidas, abraços e despedidas. Muitos daqui partiram levando escondida no peito a esperança de melhores condições de vida. Ao lado da Estação, a caixa d’água, importada da Alemanha, cujo modelo só tem mais dois exemplares no Brasil. Num tempo em que não havia água nas casas, certamente não só abastecia as locomotivas, mas também saciava a sede de muita gente.

Mas o que faz Cristiano ser o que é, naturalmente é o seu povo. Uma gente de fé, rica em talentos, que expressa os seus muitos dons na música, na literatura, no artesanato, na arquitetura, na culinária e em tantas outras expressões da sua riqueza e da sua cultura. Basta lembrar que o autor da melodia do hino é o tão conhecido Dequinha, maestro da centenária Sociedade Musical Barão do Rio Branco.

Por tudo isso, trazemos muito forte na lembrança um passado que nos orgulha, somos felizes pelo que somos, olhamos com muita esperança para o futuro, e carregamos no peito o orgulho de ser Cristianenses.

 Fonte:  Câmara Municipal de Cristiano Otoni

http://www.cristianootoni.cam.mg.gov.br/municipio.htm