História

    Caracterização

    Localização: CENTRAL

    Área: 132,44 Km2

    Altitude:

    Máxima: 1.231 m. Local: Divisa com Município de Caranaíba / Mínima: 937 m. Local: Foz do Córrego Casa  Velha / Ponto central da cidade: 990 m.

    Temperatura:

    Média anual: 19,4º C / Média máxima anual: 24,9º C / Média mínima anual: 14,9º C

    Índice médio pluviométrico anual:  1.474,9 mm

    Relevo:

    Topografia (%): Plano: 15 / Ondulado: 70 / Montanhoso: 15

    Principais rios: 

    Rio Paraopeba / Córrego Aroeira

    Bacia: Bacia Rio São Francisco / Rio Doce

    Fontes: Instituto de Geociências Aplicadas - IGA (CETEC) / Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE

   População

ANOS

URBANA

RURAL

TOTAL

1970

1.394

1.967

3.361

1980

2.424

1.631

4.055

1991

2.826

1.388

4.214

2000

3.572

1.274

4.846

2010

4.156

851

5.007

2017 (1)

-

-

5.225

Fonte: Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)
(1) - Estimativa

  Gentílico: Cristianense.

      Segundo informações colhidas por Scyomara Ribeiro de Almeida, no Arquivo Público do Estado, e junto a familiares e moradores, a região começou a ser povoada aproximadamente há 300 anos, por volta de 1689, quando João José Dutra veio de Portugal, na época da Sesmaria, ganhando 1.000 alqueires de terra, formando a Fazenda "Fecha Fecha", na estrada de Nossa Senhora da Glória (hoje fazenda da Pedra). Sua irmã, de nome ignorado, veio na mesma época e recebeu 1.000 alqueires, na região de Gagé, construindo a Fazenda "Mau Cabelo" (já extinta). Esta moça ficou grávida de um escravo da fazenda; com o auxílio das roupas da época, escondeu a gravidez, e quando a criança nasceu, colocou-a num cesto de um animal de carga, com o nome do recém-nascido: João José Dutra Sobrinho. Quando a mãe estava para morrer, mandou procurá-lo para deixar seus bens. O rapaz foi encontrado, casado, com três filhos, exercendo a profissão de sapateiro na cidade de João Ribeiro (hoje Entre Rios de Minas). Foi trazido para a fazenda da mãe logo depois de sua morte, e na Fazenda "Fecha Fecha" teve mais oito filhos. Desta descende grande parte das famílias de Cristiano Otoni.

        A região foi desbravada pelos primeiros bandeirantes, dos quais ainda hoje podem se encontrar alguns vestígios nas ruínas do vilarejo do Distrito de São Caetano do Paraopeba, e nas construções antigas que margeiam a Estrada Real, que corta o município e também faz parte de sua história. O povoado cresceu na esteira da linha férrea da Central do Brasil. Recebeu o nome de Cristiano Otoni em homenagem ao engenheiro Christiano Benedicto Ottoni, que dirigiu os serviços de construção da ferrovia. O nome do engenheiro Cristiano Otoni foi colocado na Estação Ferroviária construída no local, e inaugurada em 1883. O Distrito de Cristiano Otoni, então pertencente a Conselheiro Lafaiete, foi criado em 1911. Em 30 de dezembro de 1962, foi publicada a emancipação do município, pela Lei Estadual nº 2.764, a qual foi efetivada em 1º de março de 1963, assumindo a administração o Sr. Foad Abrahão Caram, como Intendente Municipal, até a posse dos eleitos para a primeira legislatura, que ocorreu no dia 1º de setembro de 1963.

        A primeira eleição no Município de Cristiano Otoni teve o seguinte resultado, conforme dados obtidos por Gerson Luiz de Souza Lima em documento encontrado na residência de seu pai, o Senhor Antonio de Assis Lima: O primeiro Prefeito foi o Senhor Joaquim Ribeiro Filho, eleito com 600 votos, ficando em segundo lugar o Senhor João Damasceno Baeta, com 389 votos, e em terceiro o Senhor Amicis Adelino da Fonseca, com 132 votos. Para Vice-Prefeito, foi eleito o Senhor Manoel de Oliveira Dutra (Sr. Lilico) com 636 votos, seguido pelo Senhor José Henriques Baeta, com 302 votos e o Senhor Manoel Messias de Souza Lima com 94 votos. À época, as votações para Prefeito e Vice-Prefeito eram realizadas separadamente, por isto foi apurado o resultado informado. Daí em diante, o Município seguiu normalmente sua história, elegendo seus representantes de acordo com a legislação do país, até os dias de hoje.

 

Fotos de Christiano Benedicto Ottoni; Engenheiro e Diretor da Estrada de Ferro D. Pedro II, de 1855 a 1865, a qual passou a denominar-se Estrada de Ferro Central do Brasil - EFCB, após a Proclamação da República. Foi homenageado, ainda em vida, em 1883, com o nome da Estação Ferroviária que deu origem ao povoado, e depois do Município. Foi ele quem aceitou o desafio de fazer a ferrovia subir a Serra da Mantiqueira e chegar até o interior de Minas Gerais.

 

Fotos de Christiano Benedicto Ottoni; Engenheiro e Diretor da Estrada de Ferro D. Pedro II, de 1855 a 1865, a qual passou a denominar-se Estrada de Ferro Central do Brasil - EFCB, após a Proclamação da República. Foi homenageado, ainda em vida, em 1883, com o nome da Estação Ferroviária que deu origem ao povoado, e depois do Município. Foi ele quem aceitou o desafio de fazer a ferrovia subir a Serra da Mantiqueira e chegar até o interior de Minas Gerais.

 

 Fonte:  Câmara Municipal de Cristiano Otoni

http://www.cristianootoni.cam.mg.gov.br/municipio.htm

 

  

Padroeira de Cristiano Otoni

            A primeira Padroeira de Cristiano Otoni foi Nossa Senhora da Guia. Com a inauguração da Ferrovia, foi feita com recursos dos próprios moradores a igrejinha de Nossa Senhora da Guia ao lado da estrada que leva ao cruzeiro, hoje Rua Renato Rodrigues Pereira Sobrinho (mais conhecido como Renatinho). A CapeIa ficava onde hoje fica o estábulo de propriedade da D. Ilka (viúva do Sr. Jair Rezende). Já no final do século XIX e inicio do século XX, a mesma ficou em ruínas, e não havia recursos para restaurá-la. Então, o senhor Antônio José da Costa doou o terreno e construiu outra igreja, e escolheu como padroeiro, Santo Antonio. Nesta época a igreja era menor que atualmente, mas já recebia grande número de fiéis. Na década de 1940 foi iniciada a construção da atual Capela de Nossa Senhora da Guia, concluída em 1947. Abaixo seguem fotos da época de sua inauguração: 

   

Da esquerda para a direita: Sátyro Marques dos Santos; Alberto Zille; Jaime Marques dos Santos

 

Histórico da Paróquia

               A Capela de Nossa Senhora da Guia (antiga) pertenceu à Paróquia de Nossa Senhora da Conceição, de Conselheiro Lafaiete. Anos depois de já construída a Igreja de Santo Antonio, pelo início do Século XX, passou a pertencer à Paróquia de São Sebastião, de Conselheiro Lafaiete. Padre Sebastião Moreira atendeu aqui; alguns anos depois, o Padre Antonio Ferreira, até que entre 1942 e 1943 chegava aqui o Padre Benjamim Araújo, com residência em Cristiano Otoni, atendendo também Santana do Morro do Chapéu (atual Santana dos Montes). A Capela de Santo Antonio pertencia à Paróquia de Sant’Ana. Depois o Pároco passou a atender Glória (atual Caranaíba); então a Paróquia de Nossa Senhora da Glória passou a ser a sede da Capela de Santo Antonio.

                Em meados da década de 1960 foi criada a Paróquia de Santo Antonio. O Pároco era Padre Manoel Mendes. No princípio da década de 1970, ele deu lugar ao Monsenhor Raul Coutinho, que ficou até 1981, quando assumiu, por alguns meses, o Padre José Ferreira, até a vinda do Padre Humberto Van Aacken, em 1982. Após três anos, o Pároco passou a ser Padre Oscar de Oliveira, que ficou até 1989, quando assumiu o Padre José de Oliveira Valente. Em 1993 foi nomeado o Padre Jean, que ficou um ano, assumindo em seguida o Padre Henrique Batista, que ficou até o ano 2000, quando foi nomeado o Padre Marco Antonio Mappa. Em junho de 2011 tomou posse o Padre José Antonio de Oliveira.

 

 Fonte:  Câmara Municipal de Cristiano Otoni

http://www.cristianootoni.cam.mg.gov.br/municipio.htm